{"id":35102,"date":"2017-10-12T14:44:22","date_gmt":"2017-10-12T14:44:22","guid":{"rendered":"http:\/\/wbproducoes.com\/?p=35102"},"modified":"2017-10-30T16:16:14","modified_gmt":"2017-10-30T16:16:14","slug":"hilda-freud","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/wbproducoes.com\/en\/hilda-freud\/","title":{"rendered":"Hilda &#038; Freud"},"content":{"rendered":"<p><strong>Minist\u00e9rio da Cultura e Banestes 80 anos\u00a0<\/strong><strong>apresentam<\/strong><\/p>\n<p><strong>HILDA &amp; FREUD<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>Uma rela\u00e7\u00e3o de amor com a psican\u00e1lise<\/strong><\/p>\n<p>A an\u00e1lise da poeta <strong>Hilda Doolittle<\/strong> com <strong>Sigmund Freud<\/strong> na Viena dos anos 30, comp\u00f5e um dos mais importantes testemunhos sobre a pr\u00e1tica da psican\u00e1lise efetuada por seu fundador. Durante a ascens\u00e3o do nazismo, Hilda exp\u00f5e com detalhes seus encontros no consult\u00f3rio do pai da psican\u00e1lise, onde se despe de qualquer censura para reviver seu conturbado passado que resultou em um bloqueio liter\u00e1rio. A vida de uma mulher \u00e0 frente de seu tempo, dona de um percurso marcado pelos traumas deixados durante a I Guerra Mundial, seus medos, amores, lutas, sonhos e alucina\u00e7\u00f5es suscitam em seu analista interven\u00e7\u00f5es geniais que mudam a vida da escritora, al\u00e9m de fortalecer uma rela\u00e7\u00e3o de forte amizade entre os dois.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Hilda e Freud, com Bel Kutner e Antonio Quinet, com dire\u00e7\u00e3o dele e Regina Miranda<\/strong><\/p>\n<p>Segundo o psicanalista (autor, diretor e ator) \u00a0Antonio Quinet, \u201cAs pessoas v\u00e3o ver um Freud em a\u00e7\u00e3o de uma forma inimagin\u00e1vel atrav\u00e9s da vis\u00e3o de uma paciente, e n\u00e3o de seus pr\u00f3prios relatos\u201d. A convite do <em>Freud Museum<\/em>, duas temporadas do espet\u00e1culo foram apresentadas, uma em 2013 e uma em 2015, em Londres, quando do lan\u00e7amento do livro da pe\u00e7a em ingl\u00eas. Em agosto deste ano, <strong>Hilda e Freud<\/strong> tamb\u00e9m passou pela cidade de Buenos Aires, na Argentina. Nas apresenta\u00e7\u00f5es internacionais, Quinet contou com atrizes convidadas. Para a estreia nacional, ele chamou a atriz Bel Kutner, que se encantou imediatamente com o projeto. \u201cH\u00e1 um ano o Antonio me procurou e surgiu uma vontade de trabalharmos juntos. Depois de outros textos de sua autoria ele me apresentou <strong>Hilda e Freud<\/strong> e eu fiquei alucinada. Hilda era uma mulher muito sens\u00edvel, que passou por coisas tenebrosas e buscou sua salva\u00e7\u00e3o na arte, na poesia e na psican\u00e1lise, numa \u00e9poca que a psican\u00e1lise estava florescendo, enquanto o mundo se deteriorava por conta das guerras. Ela pertenceu \u00e0 nata da intelectualidade inglesa, e, nos anos 70, depois de sua morte, foi transformada num \u00edcone do universo feminista por assumir em vida sua veia art\u00edstica e sua bissexualidade. Uma guerreira que sobreviveu atrav\u00e9s de sua arte e sua hist\u00f3ria\u201d.<\/p>\n<p>Baseada nos escritos e na correspond\u00eancia de Hilda Doolittle (1886-1961), os espectadores assistem \u00e0 trajet\u00f3ria e aos conflitos dessa delicada escritora e sua rela\u00e7\u00e3o de amor em versos livres, defini\u00e7\u00e3o de sua rela\u00e7\u00e3o com seu psicanalista. Com uma vida afetiva libert\u00e1ria e tumultuada, de uma sensibilidade extrema e melanc\u00f3lica, H.D. fez algumas tentativas de an\u00e1lise at\u00e9 chegar ao div\u00e3 de Freud. Em mar\u00e7o de 1933, desembarcou em Viena e instalou-se num hotel para sess\u00f5es di\u00e1rias no div\u00e3 em que fez sua \u201cgrande viagem\u201d com o Professor, o \u201cm\u00e9dico irrepreens\u00edvel\u201d.<\/p>\n<p>Durante esse per\u00edodo escreveu o di\u00e1rio de sua an\u00e1lise, com sonhos, associa\u00e7\u00f5es, devaneios e interven\u00e7\u00f5es de Freud. O relato, chamado por ela de Advento, \u00e9 intenso, emocionante e em carne viva. Ela com 47 anos e ele com 77 anos iniciaram uma rela\u00e7\u00e3o &#8211; primeiro anal\u00edtica e depois de amizade &#8211; que durou at\u00e9 o final da vida de Freud. Em 1944, H.D. reescreveu sua experi\u00eancia anal\u00edtica em forma de breves cap\u00edtulos, uma prosa po\u00e9tica em que, mesclando sonhos, realidade e imagina\u00e7\u00e3o, traz a narrativa reinterpretada dessa an\u00e1lise como um grande tributo amoroso a Freud. Neste texto, <em>Escrito na parede<\/em>, transformou uma experi\u00eancia alucinat\u00f3ria enigm\u00e1tica no eixo de sua an\u00e1lise, mostrando Freud como um \u201ccurador de um grande museu arqueol\u00f3gico\u201d, que \u00e9 ao mesmo tempo o consult\u00f3rio e seu inconsciente. Ambos os textos comp\u00f5em o livro <em>Tribute to Freud<\/em>, constituindo um testemunho, dentre os mais importantes de seus pacientes, sobre a pr\u00e1tica da psican\u00e1lise por seu fundador.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A pe\u00e7a mescla uma linguagem po\u00e9tica e erudita com proje\u00e7\u00f5es contempor\u00e2neas que ambientam o expectador na imagina\u00e7\u00e3o e no inconsciente dos personagens. A dire\u00e7\u00e3o de arte e cenografia assinadas por Analu Prestes, transportam o p\u00fablico para o poder evocador dos versos e das imagens po\u00e9ticas do universo imaginista (movimento liter\u00e1rio ingl\u00eas) do qual Hilda Doolittle foi o s\u00edmbolo. A produ\u00e7\u00e3o d\u00e1 continuidade \u00e0 pesquisa \u201cTeatro e psican\u00e1lise\u201d, desenvolvida por Antonio Quinet no \u00e2mbito do mestrado e doutorado da Universidade Veiga de Almeida, na qual pretende transmitir a psican\u00e1lise atrav\u00e9s do teatro, e assim levar ao p\u00fablico, artisticamente, as descobertas da do inconsciente. Aos domingos, ap\u00f3s as apresenta\u00e7\u00f5es, os atores far\u00e3o debates com mestres da psican\u00e1lise e artistas do mundo teatral.<\/p>\n<p><strong>Hilda e Freud<\/strong> \u00e9 tamb\u00e9m resultado de uma bem-sucedida parceria entre<strong> Quinet <\/strong>e<strong> Regina Miranda<\/strong>. Ambos uniram o pensamento coreogr\u00e1fico teatral com o pensamento da psicologia do teatro em movimento. \u201cN\u00f3s temos uma longa hist\u00f3ria juntos. Em quase dez anos de parceria, descobrimos que compartilh\u00e1vamos dos mesmos objetivos. Foi gerada uma confian\u00e7a m\u00fatua. Um desejo de tornar p\u00fablico um conhecimento pela via est\u00e9tica\u201d, reflete Regina. Assim como Antonio Quinet, a diretora, conhecida internacionalmente como uma das mais conceituadas core\u00f3grafas e gestoras culturais, sempre nutriu a vontade de disseminar a psicologia atrav\u00e9s da arte. \u201cSomos complementares. N\u00e3o temos a mesma vis\u00e3o sobre a mesma coisa. Temos um di\u00e1logo muito rico\u201d, conclui.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>SINOPSE:<\/strong><\/p>\n<p>A an\u00e1lise da poeta Hilda Doolittle com Sigmund Freud na Viena dos anos 1930, comp\u00f5e um dos mais importantes testemunhos sobre a pr\u00e1tica da psican\u00e1lise efetuada por seu fundador. Durante a ascens\u00e3o do nazismo, Hilda exp\u00f5e com detalhes seus encontros no consult\u00f3rio do pai da psican\u00e1lise, onde se despe de qualquer censura para reviver seu conturbado passado que resultou em um bloqueio liter\u00e1rio. A vida de uma mulher \u00e0 frente de seu tempo, dona de um percurso marcado pelos traumas deixados durante a I Guerra Mundial, seus medos, amores, lutas, sonhos e alucina\u00e7\u00f5es suscitam em seu analista interven\u00e7\u00f5es geniais que mudam a vida da escritora, al\u00e9m de fortalecer uma rela\u00e7\u00e3o de forte amizade entre os dois.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>FICHA T\u00c9CNICA<\/strong><\/p>\n<p><strong>Texto: Antonio Quinet<\/strong><\/p>\n<p><strong>Elenco: Bel Kutner e Antonio Quinet<\/strong><\/p>\n<p><strong>Dire\u00e7\u00e3o: Antonio Quinet e Regina Miranda<\/strong><\/p>\n<p>Dire\u00e7\u00e3o de arte e cenografia: Analu Prestes<\/p>\n<p>Videocenografia: M\u00eddias Organizadas<\/p>\n<p>Ilumina\u00e7\u00e3o: Fernanda Mantovani e Tiago Mantovani<\/p>\n<p>Trilha Sonora: Regina Miranda sobre a obra de Rodolfo Caesar<\/p>\n<p>Figurino: Beto de Abreu<\/p>\n<p>Visagismo: Uirande Holanda<\/p>\n<p>Prepara\u00e7\u00e3o vocal: Rose Gon\u00e7alves<\/p>\n<p>Fotografia: Flavio Colker<\/p>\n<p>Dire\u00e7\u00e3o de produ\u00e7\u00e3o: Alice Cavalcante e Conrado Lima &#8211; S\u00e1bios Projetos<\/p>\n<p>Assist\u00eancia de produ\u00e7\u00e3o: Lu\u00edsa Reis e Marcio Vigna<\/p>\n<p>Assessoria de imprensa: Lu Nabuco Assessoria em Comunica\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>Co-produ\u00e7\u00e3o: Atos e Div\u00e3s e S\u00e1bios Projetos<\/p>\n<p>Realiza\u00e7\u00e3o: Atos e Div\u00e3s Produ\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Produ\u00e7\u00e3o Local: WB Produ\u00e7\u00f5es<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Servi\u00e7o:<\/strong><\/p>\n<p><strong>Bel Kutner e Antonio Quinet em<\/strong><strong>\u00a0HILDA &amp; FREUD<\/strong><\/p>\n<p><strong>Datas <\/strong>\u2013 18 de novembro<\/p>\n<p>S\u00e1bado, \u00e0s 21h<\/p>\n<p><strong>Local:<\/strong> Teatro Universit\u00e1rio &#8211; UFES<\/p>\n<p><strong>Endere\u00e7o:<\/strong> Av. Fernando Ferrari, 514 \u2013 Campus da UFES.<\/p>\n<p><strong>Vendas: <\/strong>tudus.com.br ou na bilheteria do teatro de 15h as 20h.<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>Valor:<\/strong><\/p>\n<p>R$ 20,00 ( Inteira) e R$ 10,00 ( meia)<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Espet\u00e1culo com acessibilidade:<\/strong> Apresenta\u00e7\u00e3o com Interprete de Libras.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Classifica\u00e7\u00e3o et\u00e1ria:<\/strong> 12 anos<\/p>\n<p><strong>Dura\u00e7\u00e3o: <\/strong>60 minutos<\/p>\n<p><strong>Genero:<\/strong> Drama<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Minist\u00e9rio da Cultura e Banestes 80 anos\u00a0apresentam HILDA &amp; FREUD \u00a0 Uma rela\u00e7\u00e3o de amor com a psican\u00e1lise A an\u00e1lise da poeta Hilda Doolittle com Sigmund Freud na Viena dos anos 30, comp\u00f5e um dos mais importantes testemunhos sobre a pr\u00e1tica da psican\u00e1lise efetuada por seu fundador. 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